Capa
Descrição da capa e orelha: Fundo predominante verde escuro, com alegorias carnavalescas em traços pretos.
O título da obra, de letras estilizadas em madeira rústica com preenchimento em rosa claro, compõem o nome: O Carnaval de CAPIBA. Ao fundo do título, desenhos de alegorias carnavalescas contendo máscaras, festins, guarda-chuvas, notas musicais e o estandarte de Madeira do Rosarinho.
Capiba toca um piano de calda. Está sorridente, sentado de lado em um banquinho junto ao piano, com as mãos sobre as teclas. Capiba é representado por traços finos pretos e preenchidos pela cor rosa claro. Ele é um senhor de pele clara, estatura mediana e pouco corpulento. Possui bigode volumoso branco, é calvo com cabelos brancos médios e lisos nas laterais. Seus olhos são pequenos e pouco amendoados, acompanhados de óculos de grau com armação retangular. Usa camisa social de mangas longas, com o peito desabotoado, calça boca de sino e sapatos pretos.
Abaixo os nomes dos autores em letras estilizadas semelhantes ao título da obra: Bennê Oliveira, Bruno Alves, Eron Villar, Fábio Paiva, Helô D’Angelo, Luciano Félix, Melisandret e Thaïs Kisuki.
Texto da orelha: Esta edição lança oficialmente para o público a Coleção Ilustres que, desde a HQ anterior "Ô Josué..." vem retratar personalidades brasileiras Ilustres que contribuíram e contribuem para a reafirmação de nossa identidade. Mais do que uma homenagem, criamos uma ponte entre o passado e o presente que, através de narrativas ficcionais, biografias e ilustrações cativantes, educa e entretém, permitindo que leitores de todas as idades se conectem com nossa história de forma única e visual. Assim reafirmamos o poder dos quadrinhos como ferramenta pedagógica, de memória e celebração cultural. Uma leitura indispensável para aqueles que acreditam que as histórias de ontem ainda têm muito a dizer hoje.
Folha de rosto: Bennê Oliveira, Bruno Alves, Eron Villar, Fábio Paiva, Helô D’Angelo, Luciano Félix, Melisandret, Thaïs Kisuki.
O Carnaval de CAPIBA.
Coleção ILUSTRES.
Villalux Recife, 2025
Ficha Catalográfica:
Descrição da imagem de fundo: No canto inferior da página, de marca d'água em traços pretos, desfila o bloco madeira do Rosarinho, com seus integrantes. Destaque para o estandarte do bloco e Capiba ao centro, que levanta os braços ao ritmo da marchinha.
Esta é uma obra coletiva feita com recursos do Sistema de Incentivo à Cultura do Município do Recife - SIC - Edital 2022-2023. Todos os direitos reservados. Proibida a reprodução total ou parcial desta obra, para fins comerciais, sujeitando-se o infrator às penalidades cíveis e criminais cabíveis.
Capa: Luciano Félix;
Projeto gráfico: Luciano Félix;
Revisão: Eurico Santos;
Prefácio: Guilherme Infante;
Roteiros: Bruno Alves, Eron Villar, Fábio Paiva, Thaïs Kisuki;
Ilustrações: Bennê Oliveira, Helô D’Angelo, Luciano Félix, Melisandret;
Administração do projeto: Carlos Alberto Carneiro;
Audiodescrição: Gabriel Aquino, Gabriela de Souza, Lídia Scarabele, Michel Vércelis, Tabuh Correia-Silva.
Edição: Eron Villar.
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)
O Carnaval de Capiba. – Recife, PE : VillaLux, 2024.
Vários autores.
Vários Ilustradores.
ISBN 978-65-86513-08-0
1.Carnaval 2. Histórias em quadrinhos
24-238716
Índices para catálogo sistemático:
Histórias em quadrinhos 741.5
Eliane de Freitas Leite - Bibliotecária - CRB 8/8415
Descrição das imagens: Conjunto de cinco imagens, em finos traços pretos, que mostram Capiba e suas personalidades. Quatro dessas imagens estão alinhadas à esquerda da primeira página, enquanto a quinta se encontra na parte inferior da segunda página deste prefácio. 1- Capiba fala com uma das mãos apoiadas sobre o peito. Seus olhos por trás dos óculos estão semifechados. 2- Capiba exprime uma expressão séria, com o seu olhar amendoado aberto, acompanhado das sobrancelhas arqueadas e a boca levemente fechada. 3- Capiba gargalha, exprimindo um olhar semifechado, com um grande sorriso acompanhado de covinhas no canto da boca. 4- Capiba olha para baixo, com a cabeça tombada em tom de seriedade. 5- Capiba se senta de frente a um piano de cauda. Folhas de partituras voam pelos ares, e algumas outras folhas são amassadas em bolinhas de papel e jogadas ao chão. Em cima do piano, objetos de decoração e um gatinho branco que rola de costas agarrando uma bolinha de papel. Capiba usa pijama de camisa de manga longa com estampas de gatinhos e cueca samba canção de listras verticais. Apoia um lápis atrás de uma de suas orelhas.
Ao lendário, brilhante e glorioso Capiba
No ano de 2023 tivemos a satisfação de lançar, através de financiamento público, uma história em quadrinhos em homenagem a Josué de Castro: Ô Josué - crônicas da fome. Essa obra teve excelente repercussão nacional, sendo eleita por um site especializado um dos 20 melhores lançamentos do ano; também esteve entre os dez títulos indicados ao Prêmio HQMix, um dos mais polêmicos e significativos no segmento dos quadrinhos nacionais. Nas escolas, sua recepção foi sempre calorosa pela forma dinâmica como abordou as várias questões relacionadas à fome, à História e à Geografia, por exemplo. Estamos aqui relacionando esses fatos pra dizer do êxito dessa iniciativa, que partiu de um coletivo de "alquimistas" que agregou a narrativas em sequência valores transversais universalizados. É nesta mesma linha de pensamento e atitude que construímos essa revista que agora está em suas mãos, O Carnaval de Capiba vem dar sequência a uma série de HQs que pretendem homenagear e difundir grandes personalidades pernambucanas, desta vez, fazendo soar para as novas gerações o nome de um dos mais profícuos e importantes compositores brasileiros, Lourenço da Fonseca Barbosa, o nosso Capiba, que neste 2025 completaria 120 anos de existência. Inspiradas em algumas de suas canções mais conhecidas (dentre as mais de 200 compostas), as histórias aqui presentes abordam questões relacionadas à justiça, ao cangaço, à boemia e às belezas recifenses, bem como a trajetória de vida do próprio autor, desde sua paixão pelo seu glorioso time do coração ao casamento com D. Zezita, o grande amor da sua vida. Para produzir essas histórias reunimos novamente integrantes do coletivo pernambucano Feirantes de Quadrinhos, que vem escrevendo (e desenhando) seu nome nesse concorrido mercado editorial das HQs e convidamos artistas de outras regiões para ampliar nossas relações. Bruno Alves, Eron Villar, Fábio Paiva e Luciano Félix, o núcleo feirante, convidam Bennê Oliveira e Melisandret, duas jovens artistas pernambucanas em ascensão; Thaïs Kisuki, paraibana parceira desde Ô Josué..., e a paulistana Helô D'Angelo, uma das artistas mais expoentes no cenário nacional das HQs. Essa iniciativa só é possível, mais uma vez,graças ao financiamento do Sistema de Incentivo à Cultura do município de Recife a quem, desde já, somos muitíssimo gratos/as. Agora é com você, leitor, pegue sua sombrinha de frevo, seu chapéu de couro, acenda o lampião e se debruce nas deliciosas páginas repletas de ritmo e melodia, mergulhando no universo poético e crítico de Capiba, enquanto nós seguimos por aqui, em resistência já pensando nas próximas aventuras, pois, como bem diz nosso querido compositor: "nós somos madeira de lei...", o resto você já sabe!
A felicidade é a forma mais genuína e natural de revolução.
Descrição das imagens: Duas imagens de traços em marca d’água, sendo elas: 1- Avenida movimentada do Recife, com seus casarões históricos. 2- Porta retrato oval de parede, com capiba e seu sorriso tímido. Notas musicais passeiam pelo quadro.
Nada afronta tanto o poder, que tenta impor a ordem através de força, quanto o sorriso do povo e a festa que segue adiante, rebelde, colorida e desobediente, insurgindo pelas ruas através de trombones e bombos.
Sei que não é tão comum observar o Carnaval sob essa perspectiva de resistência e rebelião, mas quando deparamos com trechos de músicas do mestre Capiba, essa percepção nos salta aos olhos:
“Pode acabar a vergonha,
Pode acabar o petróleo,
Pode acabar tudo enfim,
Mas deixem o frevo pra mim.”
- Trombone de Prata
Aos foliões pouco importa que tudo vá explodir, que tudo vá para a cucuia, nada disso se sobrepõe à necessidade de subir e descer ladeiras atrás da fanfarra. E disso tudo, o que mais impressiona é a naturalidade com a qual esse movimento se desenrola.
Tão espontâneo e instintivo quanto Capiba é sua relação com o carnaval.
No decorrer das próximas páginas, você descobrirá um Lourenço da Fonseca Barbosa que sonhava em ser vaqueiro. Um contador de histórias que cantava o Sertão. Um biógrafo de sua terra. Um folião apaixonado. Um amante do povo. Mas nunca um pretensioso artista cheio de ambições. O risonho e alegre Capiba surgiu por um curso natural das coisas que se desenrolaram. E como escrevi no começo desse prefácio, a felicidade é a forma mais genuína de movimentar as massas.
Centenas de milhares de pessoas se unem sob a batuta do maestro Capiba e marcham, quase hipnotizadas, ecoando versos pela cidade. Essas pessoas querem sorrir, querem viver, querem sobreviver, querem festejar, se abraçar, se beijar, sorrir, gargalhar, cantar e gritar. E não há ordem nisso, é um movimento orgânico que arrepia quem olhar e arrasta quem tocar. Se isso não é uma subversão da ordem através da festa, o que é? Qual nome podemos dar?
Dessa forma, esse gibi narra maravilhosamente algumas histórias de um dos maiores revolucionários do Brasil, o simpático e despretensioso mestre, maestro, musicista, compositor, pintor, carnavalesco e folião Capiba. São quatro histórias desenvolvidas por oito artistas que fazem uma homenagem digna de uma personalidade tão importante para o país e para o Carnaval.
Particularmente, foi uma honra inenarrável poder escrever esse prefácio numa obra que reúne tanta gente talentosa e que explora algumas facetas desse gênio da nossa música brasileira e da cultura nordestina.
Devorem esse gibi. Ouçam Capiba. Preparem suas fantasias. Vivam o Carnaval. Façam festa!
“Queiram ou não queiram os juízes,
O nosso bloco é de fato campeão.”
-Madeira que Cupim não Rói
Guilherme Infante
Quadrinista
Última capa e orelha: Fundo predominante verde escuro, com objetos de traços em preto.
Descrição da imagem: Mesclagem de ilustrações de Capiba e outros personagens da história. Destaque para Capiba que dança em meio ao bloco Madeira do Rosarinho, Chapéu de cangaceiro de Brilhante, o boêmio que caminha solitário e capiba que desfruta da melodia de olhos fechados.
Texto da orelha: Capiba foi o maior compositor da música pernambucana e brasileira. Estudou com Guerra-Peixe, era meu amigo e a quem confiava fazer alguns arranjos de suas músicas. Minha homenagem a ele está numa sinfonia, que fiz regendo pessoalmente a Orquestra Sinfônica de São Paulo, com algumas músicas suas.
Maestro Duda
Texto da última capa: O Carnaval de Capiba é uma celebração visual e narrativa da vida e obra de Lourenço da Fonseca Barbosa, o inesquecível Capiba (1904–1997). Maestro do frevo e um dos maiores compositores da música brasileira, Capiba transformou a alegria do Carnaval em arte, com clássicos como "Madeira que Cupim Não Rói" e "É de Amargar". Nesta coletânea de histórias em quadrinhos, os bastidores de sua vida e carreira ganham vida com traços e diálogos que capturam a essência do homem e do artista. A obra é uma homenagem vibrante à genialidade de Capiba e à cultura pernambucana, convidando o leitor a mergulhar no ritmo nas cores do Carnaval como ele eternizou em sua música, além de refletir sobre questões importantes na contemporaneidade.
Incentivo: SIC - Sistema de Incentivo à Cultura;
Fundação de Cultura Cidade do Recife;
Secretaria de Cultura;
Prefeitura de Recife.
Apoio: GUILHOTINA;
EduQuadrinhos;
Coleção QUADREL;
Sinal de Afeto.